Achei esse Post maravilhoso!!! Post da Bruna Grotti, no site: http://www.casalsemvergonha.com.br/2013/09/10/deixa-a-menina-gemer-um-brinde-a-linguagem-do-sexo/

DEIXE A MENINA GEMER – UM BRINDE À LINGUAGEM DO SEXO

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Gosto de acreditar que o mundo é uma grande sinfonia. Não necessariamente de Mozart, Beethoven ou qualquer outro compositor clássico que – infelizmente – três quartos do mundo desconhecem. Mas, sim, uma sinfonia popular. Improvisada. Na base do “quem sabe faz ao vivo”. E a gente sabe, por isso é que faz ao vivo. E faz bonito. Às vezes a gente desafina, mas nem por isso o som do mundo perde o encanto. O canto dos pássaros, o assobio do vento, o quebrar das ondas – o barulho da natureza. A buzina dos automóveis, o ruído ensurdecedor do metrô, o vigor das britadeiras – o barulho das cidades. Os gemidos dela, os suspiros dele, o ranger da cama – ah, o barulho do sexo.

Que me perdoem Amy Winehouse, Elis Regina, Ella Fitzgerald e suas vozes maravilhosas, mas a mais valiosa contribuição humana para a sinfonia do mundo é aquela que todos nós sabemos fazer entre quatro paredes. Seja baixinho, seja escandalosamente. Seja ao pé do ouvido, seja para ecoar pelos quatro cantos da casa. Seja em lá maior, seja em ré sustenido menor. Mas deixa a menina gemer. Deixa a moça extravasar em som o gozo que ainda não virou líquido. Deixa que a garganta dela rasgue a barreira do som enquanto os dedos dela, desesperados, quase rasgam o lençol. Deixa que aquela mordida no travesseiro seja apenas uma tentativa frustrada de sufocar o grito desesperado que vem não se sabe de onde. E deixa que a voz dela penetre o seu ouvido, enquanto você admira a expressão, meio de prazer, meio de dor, que vai tomando conta do rosto dela.

Porque pouquíssimas coisas nessa vida excitam mais do que o som de um sexo bem feito. A cama range, quase pedindo arrego depois de tanto vaivém. Os suspiros são profundos, denunciando que não há forma física que passe impune a uma boa sessão de sexo. Os gemidos que soam descompassados nada mais são do que uma forma de liberar o gozo aos poucos e impedir que o corpo entre em colapso. E ao final, reina o belo silêncio, que é muito mais do que o som de um reconfortante sono de conchinha. O silêncio é o acordo tácito de que, dali a algumas horinhas, os corpos estarão pedindo mais. Mais sexo. Mais barulho. Mais.

Não sei se é porque sou uma pessoa predominantemente auditiva, mas fico imaginando o tédio que deve ser a vida sexual dessa gente que só transa com o pau e com a buceta. Que não se permite gemer porque fica pensando no que os vizinhos vão pensar. Que coloca um calço no pé da cama para não acordar a cidade que dorme exausta numa segunda-feira à noite. Que não se deixa ir ao delírio com um elogio sexual ou que se contém para soltar um “me chupa” ao pé do ouvido dele, porque tem medo do que ele vai pensar. O que ele vai pensar? Isso é problema todinho dele. Eu tô preocupada mesmo é com o que ele vai sentir. E com a minha saúde e minhas contas a pagar, é claro.

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Uma resposta »

  1. Esta matéria me fez lembrar de bons momentos ao lado das minhas amigas,cada uma contando suas histórias,fazendo piada uma com a outra,dividindo experiências! Amei

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