O apetite sexual é nato em cada um de nós , fazendo parte da característica de nossa personalidade, podendo ser desenvolvido ou reprimido dependendo do ambiente de criação.

A família e a sociedade influem fortemente na pulsão sexual latente em nossos corpos , possibilitando ou não uma vivência plena da sexualidade.
Uma vez experimentado o prazer proporcionado pelo sexo, somente em caso de graves transtornos a fêmea esquece ou recusa este instinto natural.
Saindo da Inquisição onde mulheres que tinham orgasmo eram consideradas bruxas e queimadas em praça pública, passamos a época Vitoriana , período de grande repressão sexual onde a mulher que tinha prazer era considerada pervertida. Até o inicio do século XX acreditava-se que a masturbação causava epilepsia.

Freud, dizia que o orgasmo clitoriano era próprio da mulher imatura, e somente o vaginal correspondia a plenitude feminina.
Após o advento da pílula anticoncepcional em 1949, o sexo deixou de ter uma conotação puramente reprodutiva, ocorrendo uma liberação dos costumes onde ter filhos seria uma opção na relação do casal .
Porém se antes a mulher não conhecia a possibilidade do orgasmo, não tê-lo agora significava doença.

A mídia e a sociedade praticamente intimavam-na a um desempenho sexual ativo. Não se sabia qual caminho seguir para a felicidade sexual do par, tendo o mito do orgasmo simultâneo causado ansiedade em muitos casais.
Com os estudos de Masters e Johnson mostrando a possibilidade de orgasmos múltiplos somente em algumas mulheres , a busca pelo prazer obrigatório lotou consultórios de sexólogos.

Existe uma forte pressão exercida pôr setores de nossa sociedade para que o sexo seja visto puro e simplesmente com finalidades reprodutivas , quando sabemos não existir comparação entre o apetite do prazer sexual com o numero de gravidezes que a mulher tem ao longo da vida, pois ela usa seu sexo algumas vezes para se reproduzir e muito mais para exercer um papel erótico.

Pesquisa recente sobre sexualidade com 3.000 homens e mulheres entre 18 e 70 anos de todas as classes sociais mostrou que um terço das mulheres pesquisadas não tem a menor idéia do que seja um orgasmo, por medo, culpa ou porque o homem, pôr não estar familiarizado com o ritmo biológico- sexual da mulher é rápido demais.

O orgasmo é uma experiência ao mesmo tempo psicológica e orgânica que dura de 2 a 10 segundos sendo influenciado pelo grau de relacionamento do par e variável de mulher para mulher, conservando porém as reações fisiológicas comuns ao gênero feminino.

Durante um orgasmo a respiração fica mais rápida o coração acelera indo até 180 batidas pôr minuto, podendo a pressão subir e ocorrendo as vezes uma perda momentânea da percepção dos sentidos
Para Barbach a mulher só tem condições de orgasmo quando durante o estimulo sexual , estiver bem consigo própria e com seu par.

Crendices e mitos , durante muito tempo , fizeram com que as mulheres tivessem um comportamento de submissão frente aos homens , pois acreditava-se que:
(O sexo deve ser algo natural não necessitando aprendizado) ; (cabe aos homens a responsabilidade de ensinar as mulheres) ; (orgasmo normal vem da relação penetração pênis/ vagina ) ; (orgasmo só é bom se for sentido a dois e ao mesmo tempo ) ou ainda (sexo é mais importante para os homens do que para as mulheres).

Tais colocações foram aos poucos sendo substituídas por realidades sem cobranças ou exigências , deixando a mulher com mais opções par o exercício da sexualidade.
A melhor compressão pelos estudiosos da curva sexual feminina , liberou a mulher da obrigatoriedade do orgasmo, fazendo então do sexo um prazer e não uma obrigação ou mesmo uma simulação para agradar ao parceiro.
Shere Hite em entrevista com 3.000 mulheres , encontrou declarações tais como(:Não me sinto mais pressionada para ter um orgasmo) (O orgasmo nem sempre é necessário na relação sexual,basta o amor) e a aceitação fisica do outro) ( se eu amo o meu parceiro eu tenho satisfação emocional mesmo sem orgasmo) ou ( não quero ter orgasmo só para satisfazer a meu companheiro).

A libido da mulher diferentemente do homem pode ser estimulada a partir de qualquer um dos seus sentidos (olfato, audição , visão , paladar e tato) portanto estando mais propensa durante sua vida a desenvolver um comportamento sexual mais frutífero , usufruindo quando livre de tabus ou preconceitos de uma vivência sexual plena de satisfação e prazer.

fonte: http://www.amaurysexologo.med.br/artigos/o-orgasmo-feminino/

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s